Reduzir absenteísmo na operação é uma prática que pode ser gerenciada. Saiba como.

Publicado em 26/ago/2016 por Administrador - Sem Comentários

reduzir absenteísmo na operação

Adriano Rodrigo Jeremias, Gerente de Projetos da VoxAge

Diante de um mercado cada dia mais competitivo, muitos gestores têm voltado seus olhos e atenção a um fator que até então era pouco lembrado no dia a dia, o absenteísmo nas empresas, que vem se tornando determinante na capacidade de produção das organizações.

A palavra absenteísmo é de origem no latim, onde absens significa “estar fora, afastado ou ausente“. O absenteísmo consiste no ato de se abster de alguma atividade ou função.

Por conta da ausência diária, o funcionamento eficaz e eficiente das empresas tem sido comprometido e os gestores, diante desta situação, são obrigados a reconstruir processos, cargos e atividades para não sofrer tanto com a entrega que foi prometida aos clientes.

O absenteísmo apresenta causas sociais ou psíquicas em diversas ocasiões, por esse motivo, uma das maneiras de combatê-lo é evidenciar o fator humano dentro da empresa, deixando claro ao colaborador que ele faz parte do time que integra a organização como peça fundamental para que todo o processo flua.

Quais fatores contribuem para o Absenteísmo?

Além do fator humano, ainda temos o fator organizacional, que também deve ser considerado quando se busca entender o absenteísmo.

Em 2014 Patricia Bispo listou fatores que mais influenciam e contribuem para o absenteísmo nas empresas, dentre todos destacamos:

  1. Liderança despreparada – Líderes despreparados afugentam os membros das equipes e utilizam-se do cargo em que se encontram para delegar ordem de maneira arbitrária.
  2. Cadê o feedback? – Quando não há feedback do líder para o liderado, o colaborador perde a noção do que a empresa espera dele. Os talentos buscam desafios a cada momento e muitos não se adaptam à zona de conforto.
  3. Assédio moral – Essa questão tem sido apontada como um dos fatores que mais contribuem para a ausência do funcionário no ambiente de trabalho. Pode ocorrer de alguém que exerce um cargo de liderança para o liderando, como também vice-versa.

Segundo Jorge H. M. Cavalcante Jorgenca, algumas das causas que podem ser descritas como sendo falhas na cultura da empresa e que também contribuem para o absenteísmo são:

– Os trabalhos rotineiros que desmotivam funcionários e os levam a se ausentar do trabalho;

– Acidentes causados por falta de supervisão adequada;

– Condições de trabalho desfavoráveis ou precárias;

– Pressões psicológicas de chefes;

– Desmotivação salarial, entre outros diversos aspectos.

Como as empresas podem controlar ou reduzir absenteísmo na operação?

Segundo Mônica Pinheiro, médica do trabalho, alguns processos e ferramentas que as empresas têm utilizado para diminuir e/ou controlar o absenteísmo são:

  1. Criar uma rotina para entrega de atestados médicos e verificação da veracidade dos mesmos;
  2. Não abonar atestados fora do período divulgado para entrega, salvo exceções de impedimento por gravidade do quadro clínico;
  3. Encaminhar os trabalhadores para acompanhamento com especialistas quando já forem identificadas alterações iniciais patológicas, estimulando-os ao tratamento precoce;
  4. Elaborar um programa de ergonomia que seja capaz de prevenir doenças ocupacionais, incluindo na sua operacionalização a criação de um comitê de ergonomia que deve ser treinado para atuar na fiscalização das ações e/ou sugestões de melhoria;
  5. Estimular: prática esportiva, alimentação adequada, hidratação correta, check-up anual clínico e por exames complementares, horas de lazer e repouso.

Diante da adoção de ações que venham a diminuir o absenteísmo, inúmeras são as vantagens proporcionadas pela sua redução:

  1. a) Manutenção da produtividade em patamar estável;
    b) Menor custo com horas extras e contratação temporária;
    c) Menos sobrecarga de trabalho para aqueles que ficam no setor.

Buscando auxiliar em como gerenciar melhor o absenteísmo nas corporações, algumas ações são sugeridas para esta tarefa:

  1. Comunicação – Criar canais de comunicação efetivos e frequentes com seus colaboradores para ter uma visão concreta do motivo do absenteísmo, buscando sempre dar feedback expondo ao colaborador o quanto este comportamento afeta a operação como um todo. Importante que esta comunicação seja frequente, pois assim fica fácil de se avaliar e entender o que está funcionando e o que não está funcionando.
  2. Treinamento para o planejamento – Adotar um plano para as ausências alinhando a operação com o RH para que a origem dos problemas seja identificada e haja ações para a correção, buscando assim alcançar as metas e objetivos acordados.
  3. Monitoramento de Retorno ao trabalho – Ter uma conversa franca e sincera no primeiro dia que o funcionário está de volta ao trabalho. Nesta conversa o funcionário deve ser atualizado sobre os acontecimentos e informações importantes enquanto ele estava afastado da operação.
  4. Ações de Disciplina (Penalidade) – Mostrar para as pessoas que este processo está sendo gerido sob forte supervisão e com honestidade, causando impacto positivo no seguimento das regras estabelecidas e acordadas.

As organizações precisam demonstrar não só com palavras, mas principalmente com ações, que todos os funcionários fazem parte da organização e que sem o empenho, participação efetiva e assídua de todos, dificilmente as metas serão alcançadas. Esta demonstração não deve partir apenas da supervisão direta, mas sim do topo da pirâmide, pois através de uma comunicação direta, as pessoas realmente se sentirão parte do grupo e acabarão compreendendo o quanto de fato a sua participação está contribuindo com o objetivo geral, e que a sua falta é sentida não só pela supervisão, mas sim por toda a cadeia da companhia.

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